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Como os tutores devem proceder em situações de urgência e emergência?

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Se você tem um pet em casa, é muito importante aprender mais sobre todas as possíveis emergências. Quando algo inusitado e grave acontecer, as ações corretas que você tomar trarão maior tranquilidade e aumentarão as chances de um desfecho feliz.

Dentre as principais emergências, destacam-se os acidentes e traumas, intoxicações, crises convulsivas e picadas de insetos, como as abelhas.

A seguir, vamos mostrar os principais cuidados para você tomar em casa em casos de emergência. Mas lembre-se: esses cuidados iniciais não excluem a necessidade de levar o seu pet para o veterinário. Boa leitura!

Urgência x Emergência

Antes de tudo, precisamos entender a diferença entre situações de urgência e situações de emergência.

Situações de emergência são aquelas em que o animal deve ser atendido imediatamente, pois sua vida depende do atendimento veterinário.

Já as situações de urgência dizem respeito a casos menos graves, mas que devem ser atendidos logo para evitar o agravamento do estado do animal.

Acidentes e traumas

Acidentes são uma das emergências veterinárias mais comuns. Cães e gatos podem escapar de casa e sofrer acidentes de trânsito, por exemplo.

Gatos podem cair de grandes alturas e, apesar de sempre caírem em pé, têm grandes chances  de se machucar muito, principalmente se habitam em apartamento de andares muito altos ou se perdem o equilíbrio

Dentro de casa, a exposição a objetos cortantes, como vidros quebrados, facas oferecem perigo, e não podemos esquecer dos cuidados na hora de cozinhar para evitar queimaduras. Os pets adoram ficar por perto na hora de cozinhar!

Por mais que todas essas situações possam ser prevenidas, elas são os casos de emergência mais comuns na clínica veterinária.

Em casos de trauma evite movimentar o animal, para impedir que ocorram novas lesões, como lesões de coluna ou pelve, por exemplo.

Se houver algum foco de sangramento, você deve estancar com o auxílio de uma toalha de banho ou pano limpo até chegar ao veterinário.

Um aviso especial para donos de gatos que moram em andares altos: se acontecer do seu gato cair de uma altura muito grande, desça para prestar auxílio imediatamente.

Há grandes chances de seu gato estar vivo, porém gravemente ferido.

Portanto, desça até o local onde ele caiu e tente prestar socorro imediatamente e leve o quanto antes ao hospital veterinário. Com os devidos cuidados, há grandes chances de seu gato sair vivo dessa situação.

Crises convulsivas

As crises convulsivas são caracterizadas por tremores involuntários que podem vir associados ou não à perda de consciência.

Nesses momentos, devemos evitar colocar a mão próxima a boca do animal, para evitar uma mordida que pode feri-lo gravemente.

Também retire objetos e outros animais de perto enquanto o paciente estiver convulsionando para evitar qualquer tipo de acidente.

Picadas de insetos

Quando um pet sofrer picadas de insetos, ele pode apresentar sinais de alergia, que são normalmente caracterizados por inchaço nos lábios, pálpebras ou mesmo de toda a cabeça, além de urticárias pelo corpo todo.

Uma das principais complicações desses edemas é o fechamento das vias aéreas, o que pode causar a impossibilidade de respiração.

Caso você perceba esse tipo de alteração, não perca tempo e leve o animal para o veterinário correndo.

Intoxicações

Quando o pet foge de casa, além da preocupação com acidentes, nós também sempre ficamos preocupados se ele não ingeriu nada com que possa se intoxicar, seja por acidente ou por ação criminosa.

Contudo, mesmo dentro de casa, no jardim, o pet pode acabar ingerindo alguma coisa que causa intoxicação.

Podem ser medicamentos, venenos, iscas para roedores, plantas tóxicas, alimentos não indicados para cães ou gatos, produtos de limpeza, drogas ilícitas entre outros.

Nesses casos, o animal pode apresentar vômitos, tremores, salivação, sangramentos espontâneos, apresentarem-se muito agitados, ou  mesmo crises convulsivas, perda de consciência.

Se isso acontecer, não ofereça nenhum tipo de medicamento ou alimento para o animal. O mais correto é que você busque tratamento veterinário imediatamente.

Síndrome urológica felina

Um problema bem comum, especialmente em gatos machos, é a síndrome urológica felina. É uma condição que implica risco de morte, já que, se a obstrução for total, a urina não sairá da bexiga.

Por esse motivo, trata-se de uma situação que deve ser tratada imediatamente. A obstrução, nesses casos, pode ser causada por muco, sedimento urinário ou pequenos cálculos na bexiga.

Você vai conseguir identificar os sinais facilmente, pois os gatos que não conseguem fazer xixi, ficam inquietos, lambem de maneira reiterada a própria genitália e com frequência urinam  fora de sua bandeja sanitária.

Apesar de ser mais comum em gatos, o problema também pode afetar cães. Portanto, fique muito atento a esses sinais, pois trata-se de uma situação de urgência.

Torção gástrica em cães

Cães de grande porte, em especial, são bastante propensos a sofrer de torção gástrica – um problema que, apesar de ser mais comum nos cachorros, raramente também pode acometer gatos.

A torção gástrica acontece quando os ligamentos do estômago não conseguem suportar a dilatação causada pelo acúmulo de gases, alimentos ou líquidos.

Quando isso acontece, o estômago do animal se torce sobre seu eixo, fazendo com que as artérias, veias e vasos sanguíneos do aparelho digestivo se comprimam, interrompendo a circulação, o que, por sua vez, faz esses órgãos pararem de funcionar e compromete a circulação do corpo todo

As toxinas acumuladas no sangue em estase, podem levar ao choque, e os gases acumulados no estômago diminui o espaço para o pulmão expandir, além de levar ao rompimento do estômago. Trata-se de uma emergência grave e a vida do animal corre sério risco se ele não for atendido a tempo.

Hipertermia

A hipertermia ocorre quando a temperatura do seu cão atinge temperaturas superiores a 39,4, muitas vezes chegando a 43.  Os animais respiram mais rápido e com a boca aberta, ficam com as mucosas bem vermelhas e secas, e podem até convulsionar.

Várias situações podem levar a hipertermia, como caminhadas em dias quentes, nos horários mais quentes do dia, ficar longo tempo em secagem nos banhos, ser esquecido no carro com pouca ventilação, falta de acesso a água fresca, uso de focinheira por tempo prolongado.

Outra condição preocupante são os cães braquicefálicos e os cães obesos, pois suas alterações anatômicas não permitem ventilação adequada.  Para estes pacientes, mesmo dias não tão quentes podem ser desafiadores.

Caso observe a dificuldade respiratória e a alta temperatura do seu animal, pode jogar uma água fresca na cabeça, abdômen e patas, deixe o carro ventilado e fresco e se dirija imediatamente ao hospital veterinário. Ele corre risco grave se não for atendido por equipe treinada.

Conclusão

Como vimos ao longo do texto, existem tanto situações de urgência, quanto situações de emergência.

Enquanto situações de emergência são aquelas em que o animal corre risco de vida sem atendimento imediato, situações de urgência são aquelas em que os casos são um pouco menos graves, mas que devem ser tratados rapidamente para evitar a piora do quadro.

Em qualquer uma dessas situações, você deve levar o seu pet até o veterinário.

Em casos de acidentes e traumas, tente evitar mexer muito no animal, para que não haja a chance de causar ainda mais lesões.

Já em casos de crises convulsivas, picadas de inseto, intoxicações ou outras situações de emergência, leve o seu animal ao veterinário o mais rápido possível.

E o melhor lugar para tratar o seu pet é a Clinivet. Estamos há mais de 30 anos no mercado cuidando da saúde do seu melhor amigo!

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